Meu primeiro Desencanto, Meu primeiro Adeus


A vida tem seus encantos, muitos encantos, muitas emoções, o nascimento de um filho, uma palavra amiga, o desabrochar de uma flor, o por do sol, tantas maravilhas, tantas alegrias, mas nem tudo são flores, e o que seria de nós , se tudo fosse só alegria, quando é na tristeza, e nos desencantos que aprendemos, que alcançamos crescimento espiritual. Temos que lidar com os encantos que a vida nos proporciona, mas temos que aceitar a lidar com as decepções, e entender que tudo passa.
Vovó para mim foi sempre um exemplo de mulher guerreira, forte e corajosa, cheia de fé e dedicação à sua família. Defendia aos netos como uma leoa a defender sua cria e amava os filhos como quem ama o que se pode perder. Adorava ouvi-la contando episódios vividos ao lado do meu avô, que se foi antes de eu nascer. Ela perdeu o marido quando tinha 36 anos, criou os filhos sozinha.  Nunca mais quis casar novamente. Tinha mãos de fada, cozinhava, costurava, fazia trabalhos artesanais como ninguém. Na minha infância, lembro-me nitidamente quando mamãe dizia que íamos almoçar na casa de vovó Chiquinha, contava os dias para chegar os domingos, que era os dias que vovó fazia questão que fossemos almoçar na casa dela. Quando fiz 8 anos, ela mudou para duas casas depois da nossa, foi o dia mais feliz da minha vida, saber que poderia estar com ela todos os dias, enchia meu coração de alegria. Tinha dias que mamãe me dava bronca por ficar mais na casa dela do que em casa, mas eu adorava passar a tardes ajudando vovó na cozinha. Quando ela fazia bolinhos de chuva, era a maior farra. Geralmente ela fazia bolinhos de chuva, ou seus deliciosos bolos quando todos seus netos estavam a rodeá-la. Até guerra de farinha de trigo fazíamos. Mas o que eu gostava mesmo era quando reinava sózinha só eu e vovó, as voltas do fogão, e folheávamos juntas o velho caderninho de receitas que ela guardava a 7 chaves. Hoje era dia de crostoli, e lá íamos nós para a cozinha, outro dia eram biscoitos de araruta, ah como adorava os biscoitinhos de araruta de vovó, ajudava a enrolar as bolinhas, umas saiam pequenas, outras maiores,  aquele tabuleiro cheio de bolinhas desencontradas e de vários tamanhos, e ficavámos ali a olhar para o forno, esperando em meio ao perfume que exalava em sua cozinha, os biscoitinhos ficarem prontos.  Vamos fazer um bolo hoje dizia vovó, eu logo corria atrás do meu banquinho, encostava-o na beirada da pia, e ficava ao seu lado, vendo ela preparar a massa. Ela não parava quieta, estava sempre fazendo alguma coisa para servir as pessoas que amava. Adorava cuidar de suas plantas, das roseiras vistosas, da horta. Tinha um prazer enorme em suas atividades e contagiava-nos com uma disposição implacável. Aprendi o valor da arte de plantar, ela tinha no fundo do quintal, tomates, batatas, xuxu, couve, beterraba, arvores frutíferas. Nos ensinava a dar valor ao alimento, a amar a terra, os animais, a natureza.  Lembro do seu sorriso encantador, lembro da paz que invadia meu peito com seu doce olhar.
Inúmeras vezes me enchia de força e coragem para enfrentar minhas crises de adolescente, com seu abraço tão amoroso, e as palavras carinhosas ao me ensinar cada passo de minha vida. Cada obstáculo que eu enfrentava, me dava a certeza que ultrapassaria cada um deles.

Meu aniversário é dia 23 de janeiro, e minha mãe adorava reunir a família, fazer um bolinho e uns docinhos. E frequentemente ela fazia no dia 25 de janeiro aniversário de São Paulo. Desde pequenina sempre foi assim, ela gostava de reunir a família e os amigos nesse dia, onde cantavam parabéns para mim. Vovó era a primeira a chegar, passava a tarde ajudando mamãe com os quitutes.
No meu aniversário de 13 anos, como era de costume, eu e mamãe saímos para comprar bebidas, e outras coisas para os preparativos da festinha que seria realizada no feriado dia 25. Quando chegamos em casa, o telefone tocou, era minha tia, dizendo que vovó tinha sofrido um enfarte. Desabei. Corremos para o hospital mas vovó, estava muito mal. Dia 24 ela sofreu  outro infarto no leito do hospital, e infelizmente dessa vez foi fatal. Ela faleceu nesse dia.
E dia 25 que seria a comemoração do meu aniversário, foi o enterro de vovó, a minha primeira perda, meu primeiro desencanto em relação a vida que eu julgava ser tão feliz. Teria sim, muitos aniversários pela frente, mas não teria mais minha doce e querida vó. Foi muito difícil superar essa perda. Dizer adeus a uma pessoa que foi tão importante em minha vida e que deixava o legado de uma vida exemplar. E isso me fez pensar que o que vale mesmo são as ligações que fazemos aqui. Do bem que fazemos, do quão felizes fazemos alguém, e o quanto nos dão tantas alegrias.
Dia 25 de janeiro a partir daquele ano ficou marcado para mim, e depois disso meu aniversário passou a ser comemorado no dia mesmo.
Esse foi o meu primeiro desencanto que tive em minha vida, minha primeira perda, sofrida, saudosa, e que levo comigo por todos os aniversários que vieram e ainda virão. A doçura e as lindas lições que vovó sempre me ensinou,  fizeram desse desencanto um aprendizado, e a certeza de que ela do outro lado, sente orgulho de ter feito parte da minha vida.


Deixo aqui a música que vovó mais gostava e que significou muito na minha e na vida dela.

Azul da Cor do Mar - Tim Maia

Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir Tenho muito pra contar Dizer que aprendi E na vida a gente tem que entender Que um nasce pra sofrer Enquanto o outro ri
Thuru thururu ru aaaa...
Mas quem sofre sempre tem que procurar Pelo menos vir a achar Razão para viver
Ver na vida algum motivo pra sonhar Ter um sonho todo azul Azul da cor do mar 





Essa foi a minha participação da 2ª Fase da Blogagem Coletiva  - DESENCANTO
Participem! Saiba mais AQUI



(Postagem Programada)

ÓTIMO DOMINGO À TODOS

47 comentários:

Akemi postou o comentário número:

Bom dia, Josy! Li com lágrimas nos olhos esta linda homenagem a sua avó Chiquinha! Exemplo de mulher forte, guerreira mas com muita doçura e amor no coração que soube transmitir a todos da família e a nós tbm! Bjss e um ótimo domingo!

Flávia Mergulhão postou o comentário número:

São desencantos naturais. Todos nos sabemos da exist~encia da morte, mas não queremos nunca que ela chegue, principalmentre para as pessoas que amamos.
O importante Josy , é a lembrança viva que vc tem na memória de todos os lindos momentos que vcs viveram juntas e quer uma dica? Comemora seu aniversário sim td dia 25 como fazia com ela, isso a manterá sempre perto de vcs!
A minha mãe, pex, partiu uma semana antes do meu aniversário e fez um pedido para mesmo naquele ano eu não deixar de comemorar.E é o que faço td ano, há mais de 12 anos!
Lindo relato, emocionante! Bela homenagem a sua vovó!
Bjos e bom domingo!!

Orvalho do Céu postou o comentário número:

Olá, querida Josy

"Tu és o orvalho que me beija"...
(Meliss)

Em pleno período pascal nos reencontramos para tecer o nosso Desencanto... entrelaçar partilhas de coração a coração...

Vc me emocionou... pois perdi a minha avó amada e sofri muito naquele dia fatal e inesquecível...
Ela era muito boa pra mim e me defendia... nunca me esqueço disso... uma amiga...
Atualmente, procuro ser uma avó amorosa pros netinhos pra que eles também possam sentirem-se seguros ao meu lado e estou conseguindo... pouco a pouco... São uns amores pra mim... puro Encanto!!!
Avós, confidentes dos netinhos que distinguem os dois amores (materno e de vó) e que eles não sejam desencantados por nós NUNCA!!!
Lindo o seu post!!!

Obrigada por sua participação e nos vemos no próximo mês se Deus quiser!!!
Bjs de Paz e Esperança junto com o meu carinho fraterno

"Meu coração orvalhado
pleno de gratidão,
agradece a Deus"...
(Élys)

Amehlia Digital ® postou o comentário número:

Minha querida amiga!
Não poderia me ausentar num momento como este. Li cada linha e senti o seu carinho e amor... e posso imaginar a dor da despedida, não é fácil! Saiba que tenho um carinho e respeito imenso por vc e sabe q pode contar comigo para o q precisar.
Vamos estar em oração pedindo q o SR conforte e console os familiares.
Sinta-se abraçada!
Um bejim especial, Vinni e família

Guloso e Saudável postou o comentário número:

Oi Josy,
Lindo texto. Concordo com a idade de 13 anos, foi certamente um desencanto, mas acredito que hoje deveria pensar de teve o privilégio de ter conhecido, absorvido o conhecimento e o amor incondicional da vovó Chiquinha, ainda possui as recordações de inúmeros momentos de felicidade que estão preservados em mente, são unicamente seus, tudo isso não é desencanto.
Beijo, bom domingo,
Vânia

COLHENDO FLORES ENTRE ESPINHOS postou o comentário número:

Bom dia, Josy
Estou encantada com seu depoimento
bjs
juliana

CONSTRUIR E COZINHAR postou o comentário número:

Bom dia Josy!
Lindo o seu relato. Cada palavra, todo o seu sentimento, a dor, me emocionou! Porque todos nós, de certa forma, temos nossas lembranças e nos comovemos, colocando no lugar do outro. Gostaria, sinceramente de confortá-la, com minhas palavras, mas não sei nem o que dizer. Só posso pedir à Deus para que o tempo lhe traga conforto, e substitua essa dor por saudades. Um enorme beijo, Laine.

Santa Gastronomia postou o comentário número:

Querida Josy:
fui lendo sua história e meus olhos foram ficando marejados.. que linda essa homenagem a sua avó!
Com certeza lá do céu ela deve ter muito, mas muito orgulho mesmo, dessa sua neta!
Mas confesso que fiquei aliviada, pois esta hisória já se passou faz tempo. E como vc havia se ausentado para resolver problemas pessoais, achei que fosse uma ausência recente.
Que Deus te ilumine cada vez mais!


Um bju no seu coração e um excelente domingo!

Luciana. postou o comentário número:

OI Josy! Que linda postagem! Tão bom quando temos recordações, coisas que nos acompanham para vida inteira, isso é maravilhoso. Minhas duas avós foram maravilhosas e delas guardo as mais suaves e doces lembranças. Conheci apenas meu avó materno e também tenho recordações maravilhosas dele. E assim vamos indo, com a saudade, com as lembranças e com o amor que é eterno.
Bjos, Lú.

Brechique da Dodoca postou o comentário número:

Ai, Josy, além de cozinheira, quituteira, chef, é escritora! Que texto bonito! Que história bonita! Que avó linda!
Quantas coisas vividas... !
É, e assim a gente vai se construindo: um desencanto aqui, uma esperança ali, um recomeço, uma caída, um encanto, outro desencanto. E nos descobrimos humanos, de carne e osso mesmo, assim crescemos e nos tornamos muito bons, assim como vc!
Bjssssssssssss, quérida!

são33 postou o comentário número:

JOSY QUASE CHOREI COM O SEU EMOCIONANTE POST.
INFELIZMENTE EU NÃO CONHECI AS MINHAS AVÔS POIS VIVIA EM ANGOLA E QUANDO VIM PARA CÁ ELAS JÁ TINHAM FALECIDO.
LINDA A SUA RELAÇÃO COM ELA ,É UMA COISA QUE FICARA PARA SEMPRE NO CORAÇÃO E CERTAMENTE QUE ELA ESTEJA ONDE ESTIVER ESTA ORGULHOSA DA NETA.
TENHA UM EXCELENTE DOMINGO
BJS

Emanuel postou o comentário número:

Doi.
Acho que esse foi o texto mais difícil a escrever.
Fiquei sem palavras.

Minha contribuição: http://migre.me/8GBkK

Meu Canto Na Cozinha postou o comentário número:

Oi Josy
Li com emocao... vc eh muito amavel e essa homenagem foi linda!
Ainda tenho meus avos e me doi soh de pensar numa hora dessa
Beijos
Paty

Léia Silva postou o comentário número:

Minha querida
Quanta emoção em teu relato!
Fez-me recordar o pior dia de toda a minha vida, quando perdi a minha avó materna.
Sempre digo que a pessoa que mais amei nesse mundo foi a minha avó. As pessoas acham estranho quando digo isso, mas nunca amei ninguém como a amei! Ela foi meu anjo na terra e sei que continua com o mesmo papel do outro lado da existência!
Quantas vezes quis que Deus me "levasse" somente para poder abraçá-la novamente:(
Sei bem a dimensão da tua dor, minha amiga!
Te deixo meu abraço bem apertado.
Léia

Belocas postou o comentário número:

Um beijinho do tamanho do mundo para você.

Shapalmas postou o comentário número:

Josy querida...ainda estou com água nos olhos,e me contendo pra não desabar feito doida...parecia que eu estava falando de minha vó...quantas saudades!!!Senti tudo na alma,com uma imensa vontade de gritar,chorar e ter minha vozinha de volta,mas...infelizmente (ou felizmente),faz parte do ciclo da vida e temos que aprender,ou ao menos nos acostumar,a conviver com isso...se é que isso é possível!!!

Um grande beijo no coração...bom domingo!

Sharon
http://viramexeefaz.blogspot.com/
http://sweetstop-shapalmas.blogspot.com/

Emília postou o comentário número:

Que lindo, passou um filme na minha cabeça...
Bjos

Iliane postou o comentário número:

ah..Josy..você me fez chorar nessa tarde de domingo!!!muito linda e verdadeira a sua homenagem a sua avó..amei ler seu carinho !!!
boa tarde de domingo minha amiga..bjo

Andréa postou o comentário número:

QUERIDA AMIGA,
ME EMOCIONEI COM ESTE RELATO, LINDA HOMENAGEM VC FEZ PARA A SUA AVÓ. O QUE IMPORTA É QUE VCS PASSARAM MOMENTOS FELIZES JUNTAS, ENTÃO FICA AS BOAS RECORDAÇÕES QUE O TEMPO NÃO APAGA.
EU TBM TENHO MUITAS SAUDADE DA MINHA AVÓ MATERNA, QUANDO ELA IA LÁ PARA CASA DA MINHA MÃE ERA UMA FESTA, E QUANDO EU IA PASSAR AS FÉRIAS NA CASA DELA ERA MARAVILHOSO, TENHO MUITAS SAUDADES TBM DA MINHA AVÓ. TEM 9 ANOS QUE VOVÓ MORREU, SÓ FICOU A SAUDADE.

FICA COM DEUS!
UM GRANDE BEIJO,
ANDRÉA ♥

Margarida postou o comentário número:

Oi Amiga.. Belo texto... Olha aí... somos as duas aquarianas, filhas unicas e com um laço forte e firme unido a nossas vovos... minha vó faleceu vai fazer 3 anos... foi o meu segundo duro golpe da vida.. primeiro um filho depois a vovo... mas a vida é feita de perdas, de encontros e desencontros... temos que levantar, limpar a poeira dos joelhos e seguir olhando para a frente!!!!

Beijo grande amiga

Saudade

Elaine Figueira postou o comentário número:

Que linda postagem! Todo dia 15 costumo amarelar e nunca faço essa Blogagem. Fico extremamente emocionada para falar das minhas coisas sobre amor. Mas acho que me curei lendo a história de sua avó. Eu amava a minha, faz 24 anos que ela morreu e ao ler a sua blogagem, as lágrimas rolam em meu rosto. Talvez eu faça a blogagem falando da minha avó. Quem sabe?

Abraços e um domingo cheio de luz e amor.

Elaine Figueira postou o comentário número:

Que linda postagem! Todo dia 15 costumo amarelar e nunca faço essa Blogagem. Fico extremamente emocionada para falar das minhas coisas sobre amor. Mas acho que me curei lendo a história de sua avó. Eu amava a minha, faz 24 anos que ela morreu e ao ler a sua blogagem, as lágrimas rolam em meu rosto. Talvez eu faça a blogagem falando da minha avó. Quem sabe?

Abraços e um domingo cheio de luz e amor.

CamomilaRosaeAlecrim postou o comentário número:

Olá Josy...que história! Faço aniversário dia 24 de janeiro e também tinha a mesma história sua na minha casa, aniversário sempre no feriado...morei até os 15 anos em Pirituba-SP.
Imagino como foi difícil para vc e quanta coisa ainda por aprender! E já sei de onde vc herdou o dom de cozinhar e o prazer!
Quero te desejar um ótimo final de domingo...saudoso para vc ...
Bjs, uma ótima semana, muitas energias positivas e coragem pra vida!
CamomilaRosa

angela postou o comentário número:

Josy a leitura de teu post me remeteu a lembranças de mina nona Angela, sim me chamo Angela em sua homenagem. era minha parceira assim como a sua, fazia crostoli e macarrão com ela, desde que me conheço por gente. infelizmente não pude me despedir dela esta nos EUA quando ela partiu, sua postagem maravilhosa e delicada me lembrou demais dela. bjs

Nárwen postou o comentário número:

Hum, este pratinho deixou-me agua na boca!
Ficou muito bonito!
beijinho

Nárwen postou o comentário número:

Josy, me desculpe mas julgo que enviei um comentário errado para o seu blog.
E também me quero desculpar por não ter vindo aqui antes para lhe dar o meu apoio, que tanto é preciso nestas horas difíceis.
Todos os meus avós já faleceram e sei que é uma dor terrível perder alguém que se ama. desejo-lhe toda a força do mundo para atravessar esta fase difícil, pois com o tempo irá doer menos a ausência da sua avó e ficará um sentimento bom de saudade.

Beijinhos

Vicentina postou o comentário número:

Josy querida, que linda postagem, me emocionei lendo, como é bom a gente ter boas referencias na vida, referencias de pessoas boas, honestas, carinhosas e tão amigas.
Sua vovó foi uma pessoa, extraordinária.
Sabe que tbm tive uma vovó Chiquinha? e como eu a amava, partiu quando eu tinha 15 anos, eu já não tive muito contato com ela, pois morava em outra cidade, mas nas férias íamos pra casa dela e tenho muito boas recordações tbm.
Bjs querida e Parabéns pela postagem

CRIKA postou o comentário número:

Amiga que texto lindo, você realmente me emocionou com sua história. Também tenho uma avó que foi exemplo, ficou viúva muito cedo, e teve de criar 5 filhos sozinha! Eu também adorava ir na sua casa que ficava do outro lado da cidade, ela fazia uma bacalhoada divina ... Hoje ela mora na casa dos meus pais, está com 87 anos, porém faz 2 anos que perdeu a consciência está em estado terminal de Alzheimer é muito triste vê-la desse jeito, mas guardo comigo cada momento que vivemos juntas!!! Um beijo amiga boa semana, fica com Deus

"Manjares da Manu" postou o comentário número:

Lindooooo!!!! Me emocinei muito!!!
Minha 1ª perda eu tinha nove anos e foi quando perdi meu avô, uma pessoa da qual eu tinha e tenho um carinho muito grande!!!E lendo dobre sua vó, lembrei da minha(saudades)!!!!

Bjs...Uma linda semana!!!

RUTE postou o comentário número:

Amiga Josy,
agora você tocou em um ponto vital:
A morte é o maior desencanto da vida.

Especialmente quando nos morre alguém que amamos tanto ou mais que a própria vida.
Meu primeiro (des)encontro com a morte também foi no falecimento da minha bisavó. Embora, antes, ela já havia se desencontrado da vida, face a doença de alzheimer.

Muito linda e emotiva sua participação. Grata por compartilhar com a gente sua intimidade.
Beijinhos além-mar.
Rute

Bombom postou o comentário número:

Josy, é muito difícil não nos emocionarmos ao ler este teu depoimento, tão intenso, vivido , sofrido...
Fizeste-me lembrar da minha avó materna, a única que conheci. Como ela era minha amiga!
Hoje que já sou avó, penso muitas vezes como poderemos preparar os nossos netinhos para esse momento de despedida, para que não sofram tanto.
Que fiquem as boas recordações a iluminar-nos o caminho até que as reencontremos...
Bjs. Bombom

Gina postou o comentário número:

Foi mais ou menos com essa idade que perdi minha avó, um fato muito triste e marcante na minha adolescência.
O mais bacana é saber que você tem muitos motivos para lembrar-se de sua avó com carinho.
Gracinha seu post!!
Bjs.

Emanuel postou o comentário número:

Oi Josy. Respondi lá no Conversas, transcrevo aqui :)
Eu também, li tantas coisas magníficas. Pensei sob diversos prismas em um assunto que, sinceramente, preferiria não pensar. A gente dialogou bem, não acha?
Sua contribuição tocou-me profundamente. À primeira leitura, não soube o que dizer.
Norah Jones embala meus sonhos e devaneios há anos. E partilho contigo do gosto por Those Sweet Words...
Não sei bem se "prazer" é a melhor palavra para o filme, risos. Para mim ele foi um soco no estômago!
Mas ainda assim, espero que você assista.
Sede sempre bem-vinda por aqui.
Um beijo.

Danni e Lype postou o comentário número:

Querida Josy,
Fiquei muito emocionada com o seu post... Meus olhos se encheram de lágrimas... A perda é sempre muito dolorosa... O mais importante são as ótimas recordações que ficaram...
Parabéns pela LINDA homenagem!!!
Um grande beijo carinhoso, Irene

Sandra Portugal postou o comentário número:

Nossa sua postagem me emocionou e muito, pois minha avó também representou muito para mim, e seu texto me trouxe recordações e saudades!
bjs Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//

Suu Munizz postou o comentário número:

Nossa Josy que lindo,sei bem do que vc está falando,na semana passada perdi o meu avô,um amigo,um pai,um alicerce,uma das pessoas mais incríveis e maravilhosas que já conheci.
Alguém de um coração enorme,de uma vida de muita luta e determinação,com quem aprendi inúmeros valores e que levarei comigo para sempre.
A perda de quem amamos é algo muito ruim e dolorido mesmo!
Abraço e uma ótima semana,=)

elvira carvalho postou o comentário número:

Um post muito bonito amiga. Eu conheci duas avós. Carmo do lado materno e Piedade do lado paterno. Ambas mulheres fortes, mas Carmo vivia a mais de 300km de distância e até que morreu, tinha eu 15 anos só a vi 4 vezes. Piedade era vizinha dela, mas viúva, veio cuidar de nós quando eu tinha 3 anos e morreu de enfarte quando eu tinha 6. Marcou-me imenso e ainda hoje a recordo e aos seus ditados. Foi como se cada coisas que ela dissesse ou fizesse tivesse sido gravada a fogo na memória. E a mais triste de todas é a do seu funeral.
Um abraço e desculpe mas a sua homenagem à avó acordou lembranças que sempre me emocionam.
Um abraço e boa semana

Maria Luiza postou o comentário número:

Menina, estou aqui em lágrimas pelo seu relato. Coisa linda! Tenho certeza que vc terá a mesma têmpera dela. Você está plena dos ensinamentos dela e assim passará aos filhos. Já me sinto completamente feliz quando eu vejo minha neta fazer o que eu faço, ou mesmo minha duas filhas. A perda de uma pessoa assim tão qualificada é terrível, mas elas existem para serem exemplos. de geração em geração! Grande abraço!

Isabel de Matos postou o comentário número:

Que doçura e amor senti ao ler esta sua partilha connosco, Josy, muito obrigada! Também tenho muitas recordações lindas da minha avozinha... Muitos beijinhos
Isabel

Regina Celia postou o comentário número:

Josy, voce é uma pessoa iluminada. Seu blog é um dos emus favoritos. Com voce na minha caixa de emails, sinto-a como uma amiga. Hoje especialmente ( estava viajando) li sobre suas lembranças da sua avó.
Minha avó morava com a gente alguns meses doa no e eu nunca a curti como vc curtiu a sua. Como eu gostaria de ter sido uma neta mais carinhosa. Por isto, estou lhe escrevendo. ( Raramente escrevo )para lhe parabenizar pela alma linda, pelo relacionamento tão afetuoso com sua avó. Por sito tudo, quero ser uma ótima avó pra meus netos. Obrigada!!!!!!!!!!!!!!

Josy postou o comentário número:

Regina muito obrigada pelo comentário carinhoso, assim como vc desejo sinceramente ser uma ótima avó um dia para os meus netos, assim eles terão boas lembranças e sempre lembrarão de nós com amor e carinho assim como lembro da minha dice vózinha. Obrigada pela visita. Bjos ótima semana

Adri postou o comentário número:

Josy, que bonita sua participação! A perda de pessoas queridas - ainda mais para uma menina, como você era - é o desencanto maior que podemos enfrentar. Mas pelo pouquinho que te conheço tenho certeza que nenhum desencanto te fez perder o encanto pela vida, pelo querer bem...lindo texto, amiga, emocionante! Beijos!

Marly postou o comentário número:

Olá, Josyta,

Este relato é mais um testemunho de que para ser importante e grande nesta vida não é preciso outros requisitos além do amor e do empenho em proceder com correção, não é verdade?
E o interessante é que as pessoas que assim agem se perpetuam, pois deixam ensinamentos que permanecem, depois que elas saem do mundo. E deixam também boas lembranças e saudades nos corações que cativam.
A sua avó soube dignificar a vida que recebeu. Belo relato!

Beijoca e boa semana, amiga!

Papinha Doce postou o comentário número:

Olá Josy,
também minha avó me deixou recordações lindas, infelizmente só conheci uma avó, a outra já havia falecido quando eu nasci.
Beijinho Grande

Lina postou o comentário número:

Oi, Josy!Finalmente cheguei aqui!A caminhada tem sido longa, tantas postagens lindas!Fiquei comovida com sua homenagem à vovó, pensei logo na minha e no quanto temos em comum, o quanto nossas queridas avozinhas nos ensinaram e o desencanto que foi sua partida...Claro que sabemos que isso é inevitável, mas marca sempre, principalmente a partida da sua que foi na adolescência, um período tão difícil da nossa existência! Esta coletiva está a ser linda, que bom que estamos juntas!
Beijinhos especiais

Cláudia postou o comentário número:

Ai Josy, que texto lindo!! Para mim é o texto mais emocionante que já li nesta BC, até porque fez-me lembrar a minha avozinha Celeste. Apesar de eu não ter tido a sorte de ter vivido tão perto dela como você viveu juntinho da sua, também era muito ligada a ela e senti muito a sua partida.
Que lindas todas essas vivências com a sua avó, essas guloseimas feitas em conjunto, os ensinamentos que ficam para toda a vida. Que lindo, adorei!
Bjs

Luma Rosa postou o comentário número:

Poxa! Que triste! Que fatalidade!! Mas já reparou que em datas festivas sempre acontece algo? A minha avó passou mal na noite de natal e fui para o quarto com ela. Segurou a minha mãe e fiquei falando com ela, acalmando. Ela fechou os olhos para descansar para sempre! Sinto muito por você, Josy!

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